quarta-feira, 2 de dezembro de 2009



Quando imaginei que céu e mar se uniam,
Vi o mundo colorido de Maria,
E a viração da noite que se vai
E lindo tudo é cor e dia...

Do verde da palmeira,
Um pássaro azulão feliz
Um pincel veloz
Um mundo de matiz...

A cor sorridente
A beleza inesperada, imprudente
O sorriso do feliz andante
Caminha sorridente...

Só vejo o amarelo ouro
O astro rei forte e louro
Tom, matiz caliente
Sorriso imprudente.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Rir é o melhor remédio...


Exemplo de atividades TPS











Amostras da campanha publicitária criada em sala







Alunos apresentando pesquisa sobre Lendas do Centro-Oeste




"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" - Antoine de Saint-Exupéry



SONHO DE UMA MODELO

Stephanny Nogueira Vasques
8º ano turma- C

Certo dia na data de quatro de fevereiro de 1950, nasceu Michelly. Quando completou oito anos ela começou a estudar e Michelly era muito vaidosa; Michelly até começou a estudar tarde porque os seus pais não tinham condições de colocá-la para estudar na idade certa. No período que ela começou a estudar as crianças da classe dela começaram a humilhá-la, pois ela era a mais velha da classe.
Michelly estava muito envergonhada em ser a maior da sala e começou a pensar em parar de estudar e estudar em casa, afinal ela poderia assistir mais televisão, que algo que ela gostava muito de fazer.
O programa preferido de Michelly eram os desfiles e ela começou a cogitar a possibilidade de se tornar modelo. Ela chega a perguntar para seus pais como se tornar uma modelo e faz várias perguntas.
Ela passou algum tempo pensando em como as modelos ficavam daquele jeito. Michelly começou a andar bem mais arrumada, usava colares, brincos, perfumes, sapatos e ficava andando pela casa para lá e para cá, e colocava a mão na cintura. Jogava o cabelo deslumbrante e loiro que era comprido, pois ela não gostava de gostar o cabelo.
Por Michelly assistir bastante televisão ela começou a ver os modelos dos cortes de cabelo que as modelos usavam, a moda era usá-los bem curtinho, não era mais o cabelo comprido e de uma hora para outra ela resolveu cortar o seu cabelo também!
Michelly chamou sua mãe correndo para ela ver o corte que ela queria fazer no seu cabelo e sua mãe depois de assistir uns dez segundos do programa ela resolveu negar o pedido da filha.
- Não Michelly! Este corte é muito curto para você!
Michelly não acreditava no que estava ouvindo e resolveu contrariar sua mãe e fugiu de casa indo direto para um salão de beleza onde pediu:
- Moça, corte o meu cabelo igual o da modelo Coussy.
A cabeleireira disse:
-Nossa Michelly, esse seu lindo cabelo loiro...Você vai cortar daquele tamanho?
-Sim, sim! Michelly afirmou na hora e então a cabeleireira cortou.
Quando acabou, Michelly olhou no espelho rapidamente e amou! Michelly foi embora para casa e quando chegou lá, sua mãe viu seu cabelo e não acreditou, então pegou a cinta de seu pai.
Michelly tinha 16 anos quando isso aconteceu!
Ela continuou com seu sonho e acostumou tanto com o programa de desfiles que não perdia nem um principalmente quando a Coussy, sua modelo favorita passava. Michelly continuou assim, sempre assistindo o programa. Quando ela completou 16 anos, ela tinha um corpo bonito, boa altura, magra e branca, com uma aparência belíssima e elegante.
Um dia chamaram-na para desfilar com a modelo Coussy e ela teve uma semana para poder decidir se iria ou não seguir carreira. Conversou com seus pais e eles concordaram com sua decisão de ser modelo. Então depois de uma semana as pessoas que convidaram Michelly para desfilar, voltaram na casa dela para ver se ela iria ser modelo. Como todos em sua casa concordaram, o agente saiu dali e foi providenciar as passagens para Michelly ir para a Rússia, no estado de Arkhangelsk, na cidade de Verkolskoie. Foi nesse lugar que Michelly começou sua carreira de modelo junto com a modelo Coussy.
Michelly hoje está muito feliz por estar ao lado de sua amiga Coussy e de ser modelo. Em sua carreira de modelo Michelly viajou por muitos países, em uma de suas viagens, ela foi para o deserto para fazer um book de fotos. Nessa viagem ela conheceu Woswer, ela se apaixonou por ele, apaixonou de delirar mesmo!
Woswer começou a trabalhar junto com Michelly, e o amor dela por ele só foi aumentando. Em uma dessas viagens, no ônibus cada um tinha onde colocar sua mala; Woswer ofereceu-se para ajudá-la com sua bagagem, mas o que Michelly, infelizmente não sabia era que ele era um pilantra. Ele aproveitou a oportunidade e roubou a mala de Michelly, nessa mala ela tinha jóias, ouro e dinheiro, pois ela andava sempre com muitos bens, além de seus pertences ele levou todas as suas roupas.
Michelly estava muito cansada nessa viagem e quando chegou ao hotel ela resolveu tomar um banho, mas qual não foi a sua surpresa quando não achou sua mala. Ela procurou muito e não encontrou, então chamou Coussy para ajudá-la a procurar.
-Michelly, a minha mala e a sua estavam aqui juntas. Disse Coussy.
-É eu sei, mas não está aqui mais. Respondeu Michelly sem entender o que havia acontecido.
Elas chamaram Woswer, pois fora ele que havia cuidado da bagagem.
-Você viu alguém aqui dentro? Perguntou Michelly apreensiva.
-Não, eu não vi ninguém. Ele garante com a maior certeza que não havia visto ninguém entrando.
Michelly não desconfiou dele porque o amava muito e nunca poderia passar pela sua cabeça que poderia ter sido ele. Mas Coussy ficou desconfiada de Woswer porque ele disse que não havia visto ninguém entrando ali. Coussy pensou e conversou com algumas pessoas e viu que ele era a única pessoa que havia cuidado das malas, chegando à dedução que só poderia ser ele.
Alguns dias depois Woswer pediu as contas porque ele ficou com medo de que alguém soubesse de que havia sido ele que havia roubado a mala de Michelly. Ela ficou triste por saber que não iria mais vê-lo. Eles foram embora do deserto e Woswer se despediu de todos, pois ele percebeu que Coussy desconfiava dele. Ela não disse nada porque não tinha provas. Ao chegar à Rússia Michelly foi surpreendida por uma ligação da Polícia Federal. Eles haviam prendido Woswer, pois ele era procurado pela polícia e junto com ele eles encontraram os pertences de Michelly. Ela ficou chocada, pois jamais pensou que isso poderia ser verdade. O policial informou que ela deveria receber seus pertences no máximo em dez dias, ela agradeceu e desligou, pensando em tudo aquilo.
Em seguida ela ligou para sua mãe para falar o que tinha acontecido com ela.
-Ainda bem que foi com sua mala e não com você, quando você chegar a Verkolskoie me ligue! Disse sua mãe e depois de se despedir desligou.
Michelly estava muito cansada da viagem ao deserto, logo dormiu na poltrona do avião, Coussy ficou acariciando o seu rosto até que ela dormiu.
Ao chegar a Verkolskoie, Michelly ligou para sua mãe avisando que logo estaria em casa. Quando ela chegou à mãe dela já foi logo beijando e abraçando-a e perguntou se estava tudo bem. Michelly disse que sim e que havia recuperado sua mala, em alguns dias a policia iria entregá-la. A mãe dela ficou aliviada por vê-la bem e não ficou sabendo quem havia roubado a mala de sua filha.
Michelly voltou a desfilar e seguiu sua carreira, tomando mais cuidado com as pessoas com quem fazia amizade.


FIM
ROBERTT RETRATA O PARAÍSO

Caroline Silva
8º ano turma-C


No século XIX, viveu um homem muito sonhador. Ele gostava de sonhar com a união de todos os países, pois não aguentava a desigualdade.
Ele nasceu em 14 de março de 1823 na cidade de Paris, na França. Ele gostava de Paris, onde buscava inspiração, pois sua vida era a pintura.
Seu nome era Robertt, era de família espanhola, sofreu muito na infância e quando fez 18 anos decidiu fugir de casa e ir atrás de seu sonho que era ser um pintor famoso. Seu pai e sua mãe sempre quiseram que ele fosse médico.
Quando criança, Robertt sempre gostava de ficar na ponte De La Vechia, em Paris. Era lá que seu sonho de ser um pintor vinha a flor da pele.
Ele estudou numa das escolas mais conhecidas de Paris chamada Del Léu, que significa em grego “futuro”.
Enquanto seu sonho não se tornava realidade, passava o tempo estudando a beleza da vida, para no futuro ter conhecimento.
Na sala de aula passava tempo desenhando e pintando. Sua aula preferida era a aula de artes, pois adorava essa matéria, por que nela mostrava seus conhecimentos e seu talento.
Sempre quando não tinha nada para fazer, dava um jeito de pintar.
Certo dia suas pinturas ficaram famosas no colégio. A professora sabendo de um concurso de pintura, decidiu prestigiar Robertt inscrevendo-o nesse concurso, pois acreditava no seu talento.
Robertt aceitou e ficou muito feliz, mas o que ele mais queria era ver seu pai Dantan e sua mãe Kely sentados na primeira fila, alegres por ele. Mas ele sabia que isso nunca iria acontecer, pois seus pais haviam partido em uma viagem a pouco tempo.
Nesse concurso havia obras incríveis, mas Robertt com seu talento venceu a todos e foi aclamado pelas pessoas presentes e sua arte foi falada até no exterior, a partir daí ele começou a ficar famoso com sua arte.
Robertt era apaixonado por Karen, que ele conhecia dos tempos de colégio, seu único e verdadeiro amor, mas que pena! Ela era namorada de seu amigo David, que sabendo dessa paixão começou a odiá-lo.
Karen também era apaixonada por Robertt, mas só namorava David por causa da situação financeira dele.
Esse namoro entre David e Karen não durou muito, pois Karen não aguentou e falou para todos a verdade, que namorava David porque ele era rico e seus pais estavam passando por necessidade, mas seu verdadeiro amor era Robertt.
Depois dessa revelação bombástica, eles começaram a namorar e David não perdoou os dois.
Robertt e Karen estavam felizes juntos, depois de três anos eles se casaram e tiveram dois filhos, Julia e Joe, o grande amor da vida dos dois.
Robertt ficou conhecido no mundo todo por causa de suas pinturas, todos admiravam seu talento, achavam que sua arte era muito inspiradora e sensacional.
Karen e Robertt e seus dois filhos eram muito felizes, mas essa felicidade toda, incomodava David que sempre dizia para Karen:
-Se você não for minha, não será de mais ninguém.
David morria de inveja dessa felicidade, pois era egoísta e porque sempre teve tudo e nunca soube dividir nada com ninguém.
Certa vez, Robertt viajou para Londres para sua exposição e resolveu não levar sua mulher e seus filhos nesta viajem, pois Karen tinha que ficar e cuidar das crianças, ou seja, as crianças não podiam faltar as aulas.
Ele se despediu da família de um jeito que parecia que nunca mais iriam vê-lo e disse:
-Eu amo muito vocês!!!
Karen disse a ele que não precisava de tudo isso, pois ele iria voltar logo e que nada iria separá-los.
E Karen e seus filhos disseram juntos:
-Nós também amos muito você!
Durante a viagem de Robertt, David que nos últimos tempos agia como se estivesse louco, estragou a felicidade de Robertt, pois ele matou toda a sua família.
Chamaram as pressas Robertt para que ele voltasse a sua casa e quando chegou ficou sabendo de tamanha tragédia e seu coração parecia que iria parar tamanha era sua tristeza. Robertt foi a polícia querendo saber se estes sabiam ou tinham encontrado o criminoso, mas a polícia não conseguiu descobrir que David é que era o criminoso e o destruidor daquela família.
Robertt sofreu muito e sempre pensava em sua mulher e seus filhos; ele nunca mais conseguiu amar ninguém e fechou seu coração para o amor. Toda essa tristeza foi provocada por David e ninguém nunca descobriu que foi ele, pois após ter praticado este crime, desapareceu por completo e nunca mais foi visto nem vivo ou morto.
A vida continuou e Robertt passou a pintar mais e mais para ver se aplacava sua tristeza. Em uma noite muito fria e chuvosa sem ninguém nas ruas, Robertt foi a ponte De La Vechia, onde se inspirava e teve a ideia de pintar um navio. Voltou as pressas para seu ateliê e lá em meio a pincéis e tintas pintou um navio com as bandeiras de todos os países, pois não agüentava a desigualdade entre eles. Esse navio representava o paraíso, pois era isso que ele sonhava, com todos no paraíso e que um dia ele pudesse encontrar sua família novamente.
Depois desse dia, ele viu que ele tinha pintado o seu maior sonho e desejou viver ao lado de sua família.
Robertt voltou a ponte onde tivera sua maior inspiração para se tornar um dos maiores pintores do mundo, e pulou!!
Ele não conseguiu lugar melhor para partir e morreu deixando no coração de seus amigos saudades e muitos exemplos de vida.
As suas obras ficaram muito famosas no mundo todo e seu quadro que mais faz sucesso é: “Robertt Retrata o Paraíso.”


FIM

Relatório TP6

RELATÓRIO
Juciane Vareiro Ales [1]

De acordo com a proposta oferecida pelo curso Gestar II, segue relatório referente as atividades realizadas na disciplina de Língua Portuguesa com discentes do 8º ano matutino (8º ano turma C) e 8º ano vespertino (8º ano turma D). As atividades que foram realizadas em sala são referentes ao AAA6 (versão do aluno).
No 8º ano Turma C, foi apresentado o texto “Gravidez Precoce”, página 28 e 29, onde os alunos puderam ler o texto e responder as questões apresentadas. Após a leitura foi aberto espaço para que todos comentassem sobre o assunto, e sob minha orientação a discussão foi conduzida para outros assuntos como planejamento familiar, sexualidade e formação profissional. Durante a discussão, sempre havia algum ponto que chamava a atenção para outro assunto, dessa forma observei que havia uma grande curiosidade voltada para o tema “sexo” e o uso de preservativos, inclusive partindo dos próprios alunos o interesse em receber uma orientação mais detalhada, obre como deveriam usar preservativos como a camisinha.
Alguns sorriram dizendo saber como usar a camisinha, enquanto outros admitiram que não sabiam como usá-la. Outro ponto que me chamou a atenção foi o fato de muitos dos meninos quererem falar sobre masturbação e inclusive algumas meninas que também demonstraram curiosidade sobre o assunto e quiseram tirar suas dúvidas, como: “masturbar-se pode ser prejudicial para a virgindade?” ou “masturbar-se pode virar um vício?”, “isso pode fazer mal à saúde?” entre outras questões do tipo se “a masturbação pode gerar algum tipo de doença?”.
A discussão realizada em sala foi de extrema objetividade e ao final pedi que os alunos erguessem a mão quem de alguma forma tinha tirado alguma dúvida ou mesmo tinha discutido sobre um assunto que poucas vezes eles têm oportunidade de conversar e o resultado foi de aproximadamente 70% da sala ergueu a mão e disseram estarem realmente satisfeito com a aula. Avaliei então que o objetivo foi atendido de forma satisfatória.
Na mesma sala foi trabalhado o texto “Avó”, AAA6 página 37, os alunos leram o texto e realizaram as atividades propostas na página 37 e 38. Muitos acharam interessante o tema por que de alguma forma conseguiram ver os próprios avós representados no texto. Após estas atividades pedi que todos escrevessem as similaridades que conseguiram encontrar entre o texto e seus próprios avós. Nesta atividade observei que os alunos em geral tinham um apreço carinhoso pelos avós, mas teve um aluno que me deixou surpresa com sua postura fria e indiferente ao relatar suas impressões sobre seus avós, e com infelicidade percebi que ele não consegue realmente ter uma linha afetiva mais ampla com seus avós, porém não me surpreendeu, pois este mesmo aluno apresenta problemas enquanto discente, enquanto filho, pois já conversamos algumas vezes com a mãe do mesmo e enquanto pessoa. Tem sido feito um trabalho direcionado para a figura deste aluno, mas os resultados não estão sendo satisfatórios, pois o mesmo apresenta enorme desinteresse pelos estudos ou por qualquer que seja sua projeção futura. A mãe do aluno inclusive chegou a cogitar a possibilidade de mandá-lo para um colégio interno, supondo ser a melhor coisa a ser feita no presente momento.
Já em relação aos discentes do 8º ano turma D, do período vespertino, foi apresentado o mesmo texto sobre “Gravidez Precoce”, da mesma forma que foi feita a apresentação para os alunos do matutino, porém com o acréscimo de que os discentes tiveram a oportunidade de assistir uma palestra apresentada pela Psicóloga Karen, nas dependências da Escola Deputado Dormevil Faria; atualmente a Drª. Karen atende no CRAS, sediado no bairro Morada da Serra, Pontes e Lacerda – MT. Esta palestra foi em conjunto com os alunos da professora Evanice do 7º ano D vespertino e contando com a presença das orientadoras, Srª. Maria Rosalina e Srª. Maribel, do Gestar II.
Durante a palestra, a Drª. Karen apresentou assuntos diversos que foram desde o planejamento familiar, sexualidade até contemplar o assunto gravidez precoce, que era o principal objetivo da palestra.
De acordo com a evolução da palestra a professora Evanice e eu, professora Juciane, fizemos alguns apartes sobre os pontos apresentados. Foi possível observar que os alunos estavam atentos as explicações da psicóloga, que no final fez a leitura de um texto onde os alunos puderam interagir com a história contada por ela. As respostas obtidas através desta dinâmica demonstraram que os alunos estavam atentos ao que estava acontecendo.
Para finalizar esta atividade, solicitei que os alunos apresentassem um relatório sobre os assuntos que foram abordados nesta palestra.
Também trabalhei o texto “Avó” como feito no 8º ano matutino, porém o que mais me chamou a atenção foi a identificação latente entre o texto apresentado e o texto escrito por uma de minhas alunas; o jeito carinhoso, as palavras doces sempre aplicadas no passado me chamaram a atenção e isso me levou a perguntar para a aluna se ela não morava mais com a avó. A aluna, já em prantos, começou a me contar que sua avó havia falecido a menos de um ano e que ela ainda não havia aceitado essa situação, pois sua avó era uma pessoa extremamente especial para ela.
Estas foram as atividades e seus resultados obtidos até o momento referente ao TP6.
[1] Juciane Vareiro Ales – Graduada no curso de Letras pela UNEMAT – Pontes e Lacerda, MT. Atualmente professora de Língua Portuguesa da Escola Estadual Deputado Dormevil Faria, atuando junto a discentes de 8º ano do período matutino e vespertino.

Projeto: FOLCLORE BRASILEIRO: CULTURA POPULAR

FOLCLORE BRASILEIRO: CULTURA POPULAR


Alcione Rita Fornarolli Moreira
Evanice Santos Sousa Rodrigues
Juciane Vareiro Ales
Miriã Staut Romera Leme
Rosalina de Fátima da Silva Barros



Pontes e Lacerda, MT
08/2009



“Entende-se por folclore o conjunto de crenças, lendas, festas, superstições, artes e costumes de um povo. Tal conjunto normalmente é passado de geração a geração por meio dos ensinamentos e da participação real dos festejos e dos costumes.”

TEMA GERADOR


Após algumas discussões sobre o tema a ser apresentado neste projeto, chegou-se ao consenso de que dia 22 de agosto, Dia do Folclore, oferecerá a oportunidade de trabalhar a valorização da nossa cultura.
Com a realização do projeto temos oportunidade de resgatar a cultura e não deixar que a tradição se perca no tempo. A identidade cultural é formada através do cultivo de suas crenças e costumes.



PÚBLICO ALVO

Discentes da Esc. Est. Dep. Dormevil Faria dos seguintes anos:
6º ano turmas :A,B e C – período matutino
6º ano turmas: D,E e F – período vespertino
7º ano turmas: A,B e C – período matutino
7º ano turmas: D e E – período vespertino
8º ano turmas:A,B e C – período matutino
8º ano turmas:D e E – período vespertino


JUSTIFICATIVA

A escolha deste tema foi devido ao interesse das professoras de Língua Portuguesa, da Escola Estadual Deputado Dormevil Faria, em promover uma atividade onde houvesse a oportunidade de apresentar um tema amplo e que facilitasse o ensino de habilidades de leitura e produção. Esta atividade deverá ser caracterizada como multidisciplinar, de forma a envolver a comunidade escolar, alunos, professores e pais.


OBJETIVO GERAL

O objetivo é envolver professores, alunos e pais em uma atividade que deverá recorrer às pesquisas e estudos para levantar informações sobre a Região Centro-Oeste, onde os alunos irão pesquisar sobre a culinária, mitos e danças. De forma geral, toda a pesquisa deverá ser feita de forma a delinear a região Centro-Oeste, valorizando assim a nossa cultura.



OBJETIVO ESPECÍFICO

O objetivo específico deste projeto é oferecer aos discentes a oportunidade de estudar de forma lúdica sobre a cultura da região Centro-Oeste, além de oportunizar situações nas quais os gêneros textuais como contos, mitos, receitas e a própria narrativa possam ser apresentadas de forma interessante.
O público alvo deverá ser envolvido em todos os estágios que compreendam a pesquisa de comidas típicas, danças, mitos e lendas. Cada fase dessa pesquisa deverá resultar em materiais que serão expostos à comunidade escolar.


CRONOGRAMA



Data
Objetivo
Objetivos atingidos
10 a 24 julho
Pesquisas sobre a região Centro-Oeste.
Professora Alcione: Culinária
Professora Juciane: Danças Típicas
Professora Miriã: Parlendas
Professora Rosalina Fátima: Brincadeiras de roda
Professora Eurenice: Trava-línguas e provérbios
Professora Claudete: História da região
Professora Cristina: Geografia da região
Professora Lúcia: Plantas medicinais

25 de julho a
09 de agosto
Recesso (férias escolares)

10 a 20 de agosto
Ensaio das danças típicas, Carimbo e Ciranda pantaneira, enfeites para a decoração da festa, ensaio das brincadeiras de roda, seleção de plantas medicinais, montagem de painéis para exposição da geografia da região, painéis com parlendas.

02 de setembro
Apresentação aberta à comunidade



AVALIAÇÃO


Durante a preparação e execução do projeto, os alunos deverão pesquisar e apresentar estes matérias que irão compor a exposição. Dentro desta apresentação os alunos deverão ser avaliados de acordo com a sua participação e apresentação de cada pesquisa realizada. considerando a participação, produções textuais, o interesse apresentado, os resultados obtidos.

Texto - Poema sobre o Gestar II

Avançando na Prática


O ano de 2009
Trouxe muita emoção
Trouxe vida nova
Pessoas e um curso de Formação


O começo muito árduo
E muitos quiseram desistir
O nome Gestar II
Fez com que resolvêssemos assistir.

No começo Evanice, Alcione
Fátima, Miriã e eu...
Todas professoras buscando
O que Maria Rosalina prometeu.

A promessa era clara
E não houve engano
Gêneros textuais não era tecido...
Mas “a manga” tinha pano.


Nós fizemos o possível
Mas o cansaço falou alto
Alcione esbravejou
E quase desceu do salto.

Um fato ocorrido
Não posso deixar de dizer
Que a Fátima e Evanice
Quiseram esmorecer

Maria Rosalina teve paciência
A paciência de quem já sabe o caminho
Indicou todos os TPS
E mandou que saíssemos do “ninho”.

Por fim, não havendo outro jeito
Continuamos com o curso de formação
E descobrimos que todo começo árduo
Também tem finalização.

Porém pediram uma tal de paródia
E olhe só que confusão
Nós todas pensamos juntas
E não saiu paródia não.

A rima era pobre
A graça era pobre também
Ouvimos várias músicas
Mas não escolhemos ninguém




Por fim resolvemos
Traçar essas mal riscadas linhas
Dizem que já foram escritas
Mas eram as únicas que tínhamos



A cada relatório
Lágrimas,suor e sangue
Porém descobrimos
Que flores brotam no mangue

Nossa heroína Talila
Muitas vezes vem de C-100.
Mas o que importa?
O que vale é a coragem que ela tem;

Vamos sentir “saudades”
Dos estudos de quarta-feira
Horas e horas lendo
E desconfortáveis cadeiras.

Tudo que aprendemos
E os TPS, que belos textos têm,
Serão de grande valia
Pois iremos usá-los o ano que vem.



By
Alcione Rita Fornarolli
Evanice Santos Sousa Rodrigues
Juciane Vareiro Ales
Miriã Staut Romera Leme
Rosalina de Fátima da Silva Barros
Talila

Textos Trabalhados - Piadas

LOIRA
Loira não beija... Ensina!ღ Loira não chega... Marca presença!ღ Loira não entra na fila... É VIP!ღ Loira não aproveita... Curte!ღ Loira não fala... Encanta!ღ Loira não chama... Convoca!ღ Loira não aparece... Chama atenção!ღ Ser Loira não é moda... É atitude, é religião!ღ Loira não espera... Da um tempo!ღ Loira não dança...Humilha!!ღ Loira não pega qualquer um não...Escolhe a Dedo!!!

ADVOGADO AO TELEFONE
Um jovem advogado, recém-formado, montou um luxuoso escritório num prédio de alto padrão na Avenida Paulista e botou na porta uma placa dourada: Dr. Antônio Soares - Especialista em Direito Tributário.
No 1º dia de trabalho, chegou bem cedo, vestindo o seu melhor terno,sentou-se atrás de sua escrivaninha e ficou aguardando o primeiro cliente.Meia hora depois, batem à porta. Ele pede para a pessoa entrar e sentar-se.Rapidamente, apanha o telefone do gancho e começa a simular uma conversa com o objetivo de impressionar essa pessoa:
- Mas é claro, Sr. Mendonça, pode ficar tranqüilo! Nós vamos ganhar essa causa! O juiz já deu parecer favorável! Sei, sei... Como? Ah, os meus honorários? Não se preocupe! O senhor pode pagar os outros 50 mil na semana que vem, é claro!...O que é isso, sem problemas!... O senhor me dá licença agora que eu tenho um outro cliente aguardando...Obrigado... Um abraço! Bate o fone no gancho com força e diz:
- Bom dia, o que o senhor deseja?
E o homem reponde:
- Eu vim instalar o telefone...

CULINÁRIA
RECEITA CAZÊRA MINÊRA DE:
MOI DE REPÔI NU ÁI IÓI
Ingredienti:
5 denti di ái
3cuié di oi
1cabêss de repôi
1 cuié di mastumati
Sar agosto
Modi faze
Casca o ái, pica o ái i soca o ái cum sá;quenta o ói na cassarola, foga o ái socado no oi quentim, pica o repôi beeemmm finim, foga o repôi no oi quentim junto cum ái fogado, ponha a mastumati mexi cum a cuié pra faze o môi;Sirva cum róis e melete. Isso é bom dimais da conta sô.

Gêneros textuais

Gêneros Textuais

Juciane Vareiro Ales

Os gêneros textuais surgem e se integram de forma indissolúvel em qualquer situação onde haja o processo de comunicação em ação. Sua materialização em nosso cotidiano deixa entrever suas características sócio-comunicativas, onde podemos avaliar sua função, conteúdo e seu estilo.
Todo gênero é influenciado pela função que deve exercer, pelo público que pretende atingir, pelo contexto que irá estruturá-lo. Dessa forma apresenta uma grande variação em seus elementos, na forma impessoal e no uso de recursos como a denotação e conotação na linguagem.
Para haver uma melhor compreensão da dinâmica da linguagem, se faz necessário compreender as inúmeras facetas que os gêneros apresentam, fazendo uso de uma análise crítica de forma a associá-los as relações sociais que podemos observar em cada gênero. Porém, a compreensão dos gêneros exige atualmente uma renovação do conhecimento, visto que a linguagem tem “recebido” influências, passando por um processo evolutivo que acompanha o advento da tecnologia.
Baktin (1997), faz referência a essa mutação que os gêneros sofrem e até mesmo quando um gênero passa por um processo de assimilação vindo a produzir um outro tipo de gênero. Podemos observar, por exemplo, uma carta, dentro de um processo histórico reconhece-se a importância de tal documento, mas evoluiu para o e-mail, hoje o “charme” de escrever e receber cartas foram substituídos, em parte, pela rapidez e eficiência dos documentos enviados pelos correios eletrônicos.

Texto Trabalhado - O Casamento dos Pequenos Burgueses

O casamento dos pequenos burgueses
BUARQUE, Chico: Ópera do malandro

Ele faz o noivo correto
E ela faz que quase desmaia.
Vão viver sob o mesmo teto
Até que a casa caia
Até que a casa caia.
Ele é o empregado discreto.
Ela engoma o seu colarinho.
Vão viver sob o mesmo teto
Até explodir o ninho
Até explodir o ninho.
Ele faz o macho irrequieto.
E ela faz crianças de monte.
Vão viver sob o mesmo teto
Até secar a fonte
Até secar a fonte.
Ele é o funcionário completo.
E ela aprende a fazer suspiros.
Vão viver sob o mesmo teto
Até trocarem tiros
Até trocarem tiros.
Ele tem um caso secreto.
Ela diz que não sai dos trilhos.
Vão viver sob o mesmo teto
Até casarem os filhos
Até casarem os filhos.
Ele fala em cianureto.
E ela sonha com formicida.
Vão viver sob o mesmo teto
Até que alguém decida
Até que alguém decida.
Ele tem um velho projeto.
Ela tem um monte de estrias.
Vão viver sob o mesmo teto
Até o fim dos dias
Até o fim dos dias.
Ele às vezes cede um afeto.
Ela só se despe no escuro.
Vão viver sob o mesmo teto
Até um breve futuro
Até um breve futuro.
Ela esquenta a papa do neto.
E ele quase que fez fortuna.
Vão viver sob o mesmo teto
Até que a morte os una
Até que a morte os una.

Texto Trabalhado - O Caso do Vestido

CASO DO VESTIDO

Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?

Minhas filhas, é o vestido
de uma dona que passou.

Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?

Minhas filhas, boca presa,
vosso pai evém chegando.

Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.

Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.

O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.

Nossa mãe esse vestido,
tanta renda, esse segredo!

Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.

Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.

E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,

se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,

chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,

me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,

mas a dona nem ligou.
Em vão o pai implorou.

Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,

beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.

Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,

me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,

que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...

Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.

Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio. Disfarcemos.

Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.

Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.

E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.

Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.

Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,

só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.

Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.

Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.

O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,

mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.

Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.

Saí pensando na morte,
mas a morte não chegava.

Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,

visitei vossos parentes,
não comia, não falava,

tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.

Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,

perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,

minhas mãos se escalavraram,
meus anéis de dispersaram,

minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.

Vosso pai sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.

Um dia a dona soberba
me apareceu já sem nada,

pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.

Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,

que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,

última peça de luxo
que guardei como lembrança

daquele dia de cobra,
da maior humilhação.

Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.

Mas então ele enjoado
confessou que só gostava

de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,

fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,

me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza

me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,

bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,

dona, de nada valeu;
vosso marido sumiu.

Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito

de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.

Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.

Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?

quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?

quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?

quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?

Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.

Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.

Ela se foi de mansinho
e já na curva da estrada

vosso pai aparecia.
Olhou para mim em silêncio,

mal reparou no vestido
e disse apenas: Mulher,

põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,

comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem

comia meio de lado
e nem estava mais velho.

O barulho da comida
na boca me acalentava,

me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito

de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.

Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.



ANDRADE, Carlos Drummond de. Caso do vestido. A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 96-103

Textos desenvolvidos - CRÔNICAS









Avaliação Gestar II

AVALIAÇÃO DE ENCERRAMENTO DO PROGRAMA GESTAR II – POLO DO CEFAPRO DE PONTES E LACERDA – MT
PROFESSORAS FORMADORAS:
MARIA ROSALINA ALVES ARANTES
MARIBEL CHAGAS DE ÁVILA

CURSISTA: JUCIANE VAREIRO ALES
MUNICÍPIO: PONTES E LACERDA - MT
ESCOLA(S) EM QUE LECIONA: ESCOLA ESTADUAL DEPUTADO DORMEVIL FARIA

1) Como você vê o Programa Gestar II como parte da política de formação continuada do MEC?
Acredito que para haver mudanças é necessário que haja condições para isso. Se hoje o sistema de ensino está passando por algumas alterações nada mais lógico que qualificar seus profissionais, “dar a vara e ensinar a pescar”, pois assim não haverão dúvidas quanto ao que se espera do profissional da educação.

2) Como esse programa influenciou na sua atuação profissional?
Avaliei como positiva, pois sempre segui um estilo tradicional, não posso dizer que mudei completamente, mas sei que minha metodologia já sofreu alguma mudança sim, a perfeição vem com o tempo e com a prática.

3) Entre os temas abordados no material didático do Programa Gestar II, qual foi o mais significativo para a sua prática pedagógica?
Considerei o fato de haverem atividades, textos, exercícios e inúmeras formas de aplica-los apresentados no “avançando na prática”. Dessa forma o profissional tem a sua forma de trabalhar, mas há inúmeras outras que ele pode lançar mão na hora de educar.

4) Como você recebeu a proposta de ensino da língua portuguesa pela perspectiva de gêneros?
Considerei diferente, porque normalmente vemos o sistema de ensino embasado a partir do ensino de gramática, mas os gêneros são mais atuais e ensinam as mesmas regras de forma contextualizada. As normas gramaticais não aparecem desvinculadas, mas sim trabalhando em conjunto com os gêneros, provando que isso é possível


5) Considerando as propostas teóricas feitas ao longo do Programa, tanto pelo material didático quanto pelas professoras formadoras, como você abordará o texto em sala de aula a partir dessas discussões?
Acredito que a visão do profissional acaba sendo modificada, pois no final nosso discurso acabara sendo sempre influenciado por outros discursos e nosso método de trabalhar também... Assim, acredito que a primeira semente já foi lançada, as mudanças levam algum tempo para acontecer, mas elas acontecem.

6) O que você achou da experiência do trabalho com a metodologia das sequências didáticas?
Uma prova de que a gramática trabalha em conjunto, não é desvinculada, nem a mais importante, mas parte integrante da formação do discurso.
7) Qual a sua avaliação das atividades desenvolvidas durante os encontros com a professora formadora?

Observei que o intuito era a troca de experiências e a experimentação do material, pois os cursistas em sua maioria são professores que já atuam na educação. Dessa forma é possível observar que há problemas diferentes em lugares diferentes e a criatividade de cada um para resolve-los. O crescimento com a troca de experiências foi o maior trunfo, pois ao aplicarmos as atividades propostas pelos TPS, fomos observando o que realmente na prática dava certo ou não.
De forma abrangente considerei positiva as oficinas realizadas.


(...) na vida há muito mais do que formas lingüísticas
quando lidamos com a língua em funcionamento.
E é deste algo mais que vem a maior parte dos efeitos
de sentido que os textos provocam em nós.
LUIZ ANTÔNIO MARCUSCHI
Recife, setembro de 2005

Relatório TP2







RELATÓRIO
Juciane Vareiro Ales

Relatório referente a aplicação da unidade 05 do AAA2, página 24-versão do professor, com o texto “História do Bebum” de Tatiana Belinky. O texto foi apresentado para os alunos do 8º ano do período vespertino, turma D.
Após a leitura do texto foi sugerido para os alunos que eles deveriam reescrever o texto trocando algumas palavras por sinônimos ou não e as palavras que fossem trocadas deveriam ser escritas em outra cor para visualizarem quantas palavras eles conseguiram trocar.
Os resultados foram os mais inusitados, mas percebi que os alunos encontraram certa dificuldade para trocarem as palavras e alguns deles queriam palavras que continuassem rimando e acabaram por usar um vocabulário chulo.
Segue algumas das produções;
Professora de Língua Portuguesa, interina, atuando no período matutino e vespertino com alunos de 8º ano da Escola Estadual Deputado Dormevil Faria. A mesma atividade foi realizada com os alunos do 8º ano matutino, mas o texto apresentado à eles foi uma anedota da página 27 do AAA2-versão do professor. O exercício em relação a esta anedota também deveria ser trocar palavras por palavras similares ou sinônimas e cada palavra substituída deveria ser escrita em outra cor... Os alunos acabaram desenvolvendo uma certa competição entre eles, pois foi pedido depois que eles deveriam contar quantas substituições foram feitas no texto e todos contaram e recontaram, pois acharam interessante ver quem tinha feito maior quantidade substituições, porém esta atividade foi feita apenas no caderno. Foi observado que os alunos, assim como os do período vespertino, encontraram dificuldade para fazer as substituições, pois seu vocabulário, ainda é muito elementar. Foram orientados para continuarem a ler mais para enriquecerem seu conhecimento.
Também foi trabalhada a anedota apresentada no TP2-caderno de teoria e prática, página 61, onde é discutida a abordagem sobre pobreza feita por uma aluna riquíssima que por não ter conhecimento nenhum da pobreza, fala sobre esta da sua posição enquanto sujeito. O texto é muito divertido e os alunos adoraram a abordagem da aluna, discutiram sobre o assunto e responderam algumas questões.


Relatório TP1 unid. 01 e 02

Relatório
Juciane Vareiro Ales[1]

Relatório referente a aplicação das unidades 01 e 02 do TP1, página 62, com o texto “Por que seus pais estão se divorciando”, de John & Viscott Kalb e o texto “O casamento dos Pequenos Burgueses” de Chico Buarque, página 73. Os textos foram apresentados para os alunos do 8º ano do período matutino, turma C e do 8º ano do período vespertino, turma D.
Aos alunos do 8º ano do período vespertino foi entregue impresso o texto “Por que seus pais estão se divorciando”, após a leitura e abordagem de alguns pontos, os alunos foram incitados a debater sobre o assunto. O que foi observado é que os alunos não mantiveram uma certa neutralidade referente a este assunto e passaram a comentar casos vivenciados por eles mesmos, inclusive houve uma aluna que se aprofundou muito nos comentários e acabou se magoando vindo mesmo a chorar durante o tema. Dessa forma o debate transcorreu mais como se fosse uma oportunidade de expor sentimentos do que propriamente para debater um assunto... Visando essa situação, foi tomado o cuidado para com a outra turma do período matutino para que isso não viesse a ocorrer, com o intuito de salvaguardar meus alunos de se magoarem.
O referido texto foi impresso e distribuído para os alunos do 8º ano período matutino, também. No início solicitei aos alunos que procurassem manter um ponto de vista neutro sobre o tema do debate para que ninguém viesse a sofrer com isso.
Os resultados que foram obtidos no 8º ano matutino foram satisfatórios, pois os alunos procuraram manter um ponto de vista neutra de forma a não influenciar nas suas observações. Isso foi bastante razoável, visto que muitos dos alunos desta turma vêm de lares com pais separados e costumam falar mais baseados no próprio exemplo. Eles abordaram várias questões como filhos e a educação que estes recebem tendo pais separados, discutiram sobre quem realmente sofre no caso de uma separação, o comportamento das crianças que tem pais separados também foi levado em consideração. Os próprios alunos observaram que a criança que tem problemas em casa costuma apresentar certa dificuldade nos estudos.
Os resultados que foram obtidos nesta turma foram interessantes e considerado razoável o nível do debate.
Em relação ao texto “O Casamento dos Pequenos Burgueses”, o texto foi impresso e entregue aos alunos do 8º ano matutino. Os alunos leram o texto e responderam algumas questões de interpretação. Após esta atividade os alunos foram instigados a tentar estabelecer relações com outros assuntos, procurando sempre tentar ler nas entrelinhas o que estava posto no texto, mas que não estava escrito. Foi observado que os alunos não conseguiram estabelecer estas relações havendo uma grande dificuldade de assimilar as situações que o texto linearmente ia apresentando, não conseguindo mesmo, entender o ar de comicidade estabelecido no texto. Muitos alunos não conseguiram ver que o texto possuía um tom de humor. Foi observado que os alunos desta turma possuem pouca maturidade para discutir assuntos que não estejam realmente às claras, bem definidos.
O mesmo texto foi apresentado para os alunos do 8º ano do período vespertino e após as devidas interpretações, foi observado que os alunos, um pouco mais maduros, conseguiram estabelecer estas relações no texto. Os alunos compreenderam que havia muitas informações que poderiam ser levantadas do próprio texto, pois estas informações estavam sendo dadas ali, mas não estavam escritas. Inclusive acharam muito divertido o texto, pois compreenderam que o humor do texto não era um humor aberto, rasgado, mas algo sutil. Considerei os resultados obtidos nesta turma satisfatórios e apropriados para o nível em que estão. Ainda assim percebo que os alunos dos dois períodos precisam saber argumentar mais e expor suas ideias, faltam elementos de argumentação em seu vocabulário.
Estes foram os textos trabalhados referentes a unidade 01 e 02 do TP1, escolhidos e abordados em sala.


[1] Professora de Língua Portuguesa, interina, atuando no período matutino e vespertino com alunos de 8º ano da Escola Estadual Deputado Dormevil Faria.

Relatório TP1

RELATÓRIO
Juciane Vareiro Ales[1]

Relatório referente a aplicação da unidade 04 do TP1, página 138 , com o texto “A raposa e as uvas” de Millôr Fernandes, e o texto “O Patinho Realmente Feio” de Jon Scieszka, página 141. Os textos foram apresentados para os alunos do 8º ano do período matutino, turma C e do 8º ano do período vespertino, turma D.
Os textos acima relacionados foram passados durante as aulas e discutidos com os alunos do 8º ano do período matutino. Os alunos gostaram e acharam divertido o texto “O Patinho Realmente Feio”. Fizeram interpretações sobre o texto e foi pedido que eles fizessem um parágrafo falando delas mesmas como se elas fossem um patinho feio e eles acharam muito divertido.
Os mesmo textos foram passados para os alunos do período da tarde e discutidos com eles, mas por serem mais maduros acharam sem sentido o exercício e apenas comentaram o texto e responderam as questões apresentadas.

[1] Professora de Língua Portuguesa, interina, atuando no período matutino e vespertino com alunos de 8º ano da Escola Estadual Deputado Dormevil Faria.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Projeto Folclórico desenvolvido na Esc. Dormevil Faria




Foram selecionadas algumas fotos representando alunos da escola dançando o "Carimbó" e a "Ciranda Pantaneira".

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Visita ao Jornal Folha Regional




Os alunos se preparando para a visita a Folha Regional de Pontes e Lacerda. Esta visita foi para finalizar os trabalhos sobre gêneros textuais em sala, com enfoque especial para o estilo jornalístico.


Figuras folclóricas utilizadas na apresentação do projeto "Folclore"

Alunos confeccionando arranjos para a festa folclórica




Os alunos destes slides participaram dos arranjos que foram utilizados para a realização do proejto "Folclore".

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

As Pessoas e os Gêneros Textuais

Pessoas são como Gêneros Textuais...
Juciane Vareiro Ales, 32 anos, professora, formada pela UNEMAT (Universidade do Estado de Mato Grosso), Licenciada em Letras, atualmente lecionando na Escola Estadual Deputado Dormevil Faria e participante do curso ministrado pelo CEFAPRO sob a orientação da Profª. Maria Rosalina – Disciplina Língua Portuguesa.
Após várias oficinas realizadas sob a orientação da Profª. Maria Rosalina, cheguei a várias considerações sobre o curso.
Para professores assim como eu, que tive uma formação baseada em métodos tradicionalistas, o curso oferece outras formas de conduzir a disciplina de Língua Portuguesa. A didática oferecida como sugestão, é acessível e atualizada, com textos condizentes com a realidade do aluno. Muitas atividades são novidades que passei a utilizar, mas ainda não possuo o domínio completo de certos conteúdos, no caso os gêneros, porém, tenho buscado ler mais a respeito, pesquisado os assuntos e tirar as dúvidas que vão surgindo ao longo do processo.
Os encontros que realizamos oferecem a oportunidade de trocarmos experiências com outros profissionais, havendo uma interação que é extremamente proveitosa. As idéias vão sendo tecidas e percebemos, em alguns casos, que havia muito que poderia ser feito, mas que nós não havíamos pensado sobre como executar determinada atividade em sala. As abordagens são importantes, pois são ferramentas que o professor pode lançar mão para buscar atingir seu objetivo e envolver o aluno naquele determinado assunto que ele pretende trabalhar.
Antes das oficinas começarem, eu possuia uma idéia definida sobre o que ensinar, e este ensino voltado sistematicamente para a gramática, pois o argumento que sempre utilizava era que se o sistema não mudasse o seu método de avaliar o candidato em cursos e vestibulares, então eu não poderia parar de ensinar gramática, por que isso iria fatalmente fazer falta. Mas com as oficinas, fui percebendo que todo o sistema está mudando, então o correto seria me adequar a estas mudanças. O próprio vestibular vem mudando a cada ano e isso foi um sinal significativo para mim de que as mudanças realmente estão acontecendo. Quando conseguimos entender a lógica, conseguimos aceitar melhor as mudanças e foi o que aconteceu no meu caso.
Durante as oficinas consigo ver também que os problemas existem em todos os lugares e que a nossa cruz, que muitas vezes parece pesada, em comparação com a cruz de outras pessoas, as nossas são muitas vezes mais leves do que podemos imaginar. Fui percebendo que o importante não é ver o problema, mas a criatividade que devo ter para poder contorná-lo. Muitos profissionais que participam das oficinas, possuem problemas iguais aos meus, maiores que os meus, insignificantes diante dos meus, mas que são problemas a serem resolvidos da melhor forma possível.
Nas oficinas temos como objeto de estudos os Gêneros Textuais, mas fui a cada oficina, fazendo leituras de vários “gêneros de profissionais”. Alguns são como o Cordel, são heróis humildes, anônimos, com aventuras, vivendo em reinos distantes e enfrentando vilanias de todos os formatos. Outros são Crônicas, assim como eu me vejo as vezes, que buscam informar, de forma humorística, as vezes sarcásticas, mas que no fundo falam mais do que realmente pretendem dizer. Já outros são como os Contos, breves, objetivos, detalhistas, com começo, meio e fim. Alguns tem no seu jeito de ser, um certo jeitinho injuntivo, que orienta, ensina, mas são tantos verbos no imperativo, que as vezes espantam as crianças, e por que não dizer, muitos colegas.
Sei que existe também aquele gênero Entrevista, que escolhe o seu entrevistado e o entope de perguntas, não faz por mal, sempre tem o seu objetivo, mas será que “o sino do recreio não vai demorar muito para tocar” (risos), pois sempre queremos escapar desses gêneros.
Por fim sabemos que somos muitos gêneros e que no final somos uma Narrativa extensa, coerente, coesa e que se encerra quando atingimos o nosso objetivo. Se tudo não tiver valido a pena ao final da narração, acredito que estivemos ocupados demais narrando e esquecemos de olhar para trás e admirar a narrativa que criamos e que no fundo se tornou um Épico.

Resultados de Atividades





Exemplo de atividade realizada em sala...

Resultado da atividade "Dicionário Jovem"





Juciane Vareiro Ales, 32 anos, professora, formada pela UNEMAT (Universidade do Estado de Mato Grosso), Licenciada em Letras, atualmente lecionando na Escola Estadual Deputado Dormevil Faria, entre os dias 25/05/2009 e 15/06/2009, realizei as seguintes atividades na disciplina de Língua Portuguesa com os alunos do 8º ano, turma C, período matutino, de acordo com o material fornecido pelo curso oferecido pelo CEFAPRO.
Após as definições (nomenclaturas) sobre gêneros textuais, realizei a primeira atividade referente a este assunto, onde os alunos deveriam redigir um dicionário com gírias utilizadas pelos jovens, o trabalho foi intitulado “Dicionário dos Jovens”. Os resultados que obtive foram satisfatórios, embora tenha observado que os alunos não possuíam um número expressivo de conhecimento sobre gírias. Relacionei esse fato a classe social que meus alunos pertencem, em média são alunos da classe média alta. Outro fato que foi possível observar foi que os alunos relacionaram gíria (linguagem oral) com a forma escrita comumente utilizada em msn ou orkuts. Por exemplo, uma de minhas alunas escreveu “BLZ”, justificando que a palavra “beleza” era uma gíria que ela utilizava, porém escrita apenas com B-L-Z. A forma como explicaram cada gíria também, denotou certa falta de coerência e facilidade para expressar o conhecimento que detinham sobre as palavras relacionadas. Em anexo estão relacionadas algumas produções sobre esta atividade.
A segunda atividade com esta mesma turma, é referente aos textos “A Cigarra e as Formigas – A Formiga Má” página 37, TP3 e “Lavadeiras de Moçoró”, página 59, TP3. Os textos foram utilizados para leitura, discussão e interpretação. No texto “Lavadeiras de Moçoró” foi possível observar a forma como o processo de descrição funciona no texto. Nesta mesma aula, foi realizada a leitura do conto “Barril de Amontillado” de Edgar Allan Poe, para que os alunos observassem a técnica utilizada por esse escritor. Observei também que os alunos gostaram dos textos, embora já conhecessem o texto sobre cigarra e a formiga.
Já na terceira atividade, foi realizada a leitura de 03 (três) piadas em sala “Loira”, “Advogado ao Telefone” e “Receita Cazêra Minera Moi de Repôi nu Ài Iói”, (segue em anexo), onde os alunos observaram a linguagem utilizada e depois de socializarmos os assuntos em sala, foram estimulados a realizar uma releitura da “”Receita Mineira” de forma lúdica. Os resultados que obtive foram interessantes, porém observei que eles se detinham muito a forma convencional da estrutura de uma receita sem conseguir reescrever as receita de forma a dar-lhes um cunho divertido; alguns alunos, inclusive, acabaram por entender que deveriam escrever na íntegra uma receita e a proposta não era essa. Estão acostumados a tentar atingir um resultado convencional, mesmo quando isso não é exigido deles.
A quarta atividade realizada foi referente ao gênero Editorial e Crônica, (15/06/2009), os alunos levaram revistas e jornais para dentro da sala. Foram feitas leituras sobre o Editorial da revista Veja e a coluna do escritor Millôr Fernandes, onde os alunos consideraram a forma um tanto confusa; com algumas explicações e conversas, notei que a falta de entendimento por parte dos alunos restringia-se ao fato de não conseguirem relacionar alguns elementos ali relacionados com outros elementos externos, a leitura que eles fizeram foi superficial e não se estendia à outros elementos. Millôr Fernandes, em um dos seus textos faz uma referência a falta de cultura dos políticos brasileiros e sua falta de conhecimento sobre a nossa gramática e menciona que os senadores com certeza acabaram com a “regência com a Proclamação da República”. Encontrei certa dificuldade para explicar à eles sobre a “regência” que temos dentro da gramática e a “Regência”, período em que tínhamos um príncipe regente no Brasil. Eles não conseguiram associar o fato histórico e a nossa gramática.

Resultado do "Jornalzinho"


Esta é a terceira parte...Meus alunos adoraram este trabalho...

Resultado do "Jornalzinho"



Esta é a segunda parte do jornal...

Resultado do "Jornalzinho"



Este foi parte do resultado obtido sobre gêneros textuais trabalhados em sala...

Relatório visita Folha Regional

Juciane Vareiro Ales, 32 anos, professora, formada pela UNEMAT (Universidade do Estado de Mato Grosso), Licenciada em Letras, atualmente lecionando na Escola Estadual Deputado Dormevil Faria, entre os dias 25/05/2009 e 15/06/2009, realizei em conjunto com 04 (quatro) acadêmicos do curso de Letras (UNEMAT - REGÊNCIA) as seguintes atividades na disciplina de Língua Portuguesa com os alunos do 8º ano, turma D, período Vespertino, de acordo com o material fornecido pelo curso oferecido pelo CEFAPRO.
Os acadêmicos fizeram uma explanação sobre gêneros textuais e utilizaram como abordagem jornais da Folha Regional para explicar sobre reportagem, entrevista, crônica, etc. também trouxeram revistas que continham piadas e horóscopos; observei que os alunos ficaram muito interessados na atividade, pois alguns não tem o hábito de ler este tipo de revista. Após examinarem as revistas, foram instruídos a sentarem-se em grupos com 06(seis) pessoas para elaborar textos baseados nos gêneros que haviam lido. Os textos foram acompanhados pelos regentes que recolheram as produções e fizeram as considerações e devolveram para os alunos durante a refacção. O objetivo era produzir um jornalzinho da sala, com textos e entrevistas realizadas por eles; foi atingido de forma satisfatória (segue em anexo), porém observamos que os alunos encontraram dificuldades quanto a ortografia e a concordância, cometendo erros elementares que se traduziram na forma como montaram o jornalzinho.
Para finalizar o trabalho, os alunos foram levados até a Folha Regional, para que pudessem conhecer na integra como um jornal realmente é feito; o resultado foi satisfatório, pois os alunos aproveitaram o passeio e fizeram inúmeras perguntas a Srª. Sônia, que recebeu a todos de forma muito amável e elucidou todas as dúvidas. Ao retornarmos foi solicitado que os alunos produzissem um relatório sobre a visita (segue em anexo) e notei que todos haviam feito várias anotações sobre os equipamentos e curiosidades sobre o lugar. Mas também notei que estas informações algumas vezes foram relacionadas de forma desencontradas, notando que eles não conseguiram conectar as informações anotadas de forma coerente, havendo certa falha na veracidade de certas observações feitas por eles. Por exemplo, alguns alunos escreveram que o jornal é mandado para ser feito em Cuiabá e depois volta pronto, porém ele é produzido e corrigido aqui e enviado apenas para impressão em Cuiabá, devido em nossa cidade não possuírem gráficas adequadas para a impressão do jornal.
Esta atividade foi a última realizada em conjunto com os acadêmicos. Foi dado sequência ao conteúdo sendo apresentado aos alunos do poema “Cidadezinha Qualquer” de autoria de Carlos Drummond de Andrade, TP3, página 97, os alunos acharam interessante a leitura, quando solicitei a comparação com a nossa cidade, eles não encontraram quase nenhum ponto em comum, pois consideram nossa cidade grande o suficiente para não ter características de uma cidade pequena e do interior, após estas considerações observei que eles não fizeram uma leitura que remetesse a outros pontos de relação com a nossa cidade, mas acabaram por comparar com cidades como Jauru, Porto Esperidião e Glória D’Oeste. Foram instruídos a fazerem uma releitura deste poema, o que foi mais produtivo. Após a produção foram estimulados a tentarem encontrar substantivos e verbos no poema, de forma a gerar uma certa competição, mas os alunos se mostraram um pouco confusos, demonstrando pouco conhecimento sobre as classes de palavras que solicitei que fosse encontradas.
. Após a leitura, os alunos fizeram comentários e a falta de adjetivos para descrever o entendimento do texto me deixou impressionada, pois muitos deles se fixaram na palavra “besta” que o escritor utiliza no poema e não evoluem nas próprias considerações.

SEJA BEM-VINDO VISITANTE ESPERADO

É com imenso prazer que lhe recebo em meu blog!!!!

Criei-o para postar meus relatórios referente as experiências que realizei com os alunos do 8º ano do período matutino e vespertino da Escola Estadual Deputado Dormevil Faria. As atividades foram orientadas pela professora Maria Rosalina responsável pela disciplina de Língua Portuguesa no curso Gestar II. O material que utilizei foram extraídos dos TPS, material de apoio do referido curso. Espero que goste e que deixe uma pequena lembrança para mim, postando um comentário... Beijos...